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Respiração

Basta lembrarmos como respiramos a cada sensação de angústia,  aflição ou ansiedade. A sensação que temos é que precisamos engolir uma grande quantidade de ar para trazer uma sensação melhor.

Levamos o ar até o peito, colocamos um pouco mais e depois expulsamos de forma rápida  pela boca como se isso desse o conforto que necessitamos.

Suspiramos e continuamos. Mas isso de nada adianta.

Lembremos agora da respiração enquanto dormimos. Se não fosse tranqüila, não conseguiríamos relaxar e dormir.

Essa respiração que precisamos resgatar durante todo o nosso dia.

Quem pratica Yoga aprende a respirar. Mas quem não  pratica pode se utilizar desses ensinamentos. Não só o Yoga, mas na maioria das artes orientais, a respiração é o centro de todo início.

No Yoga, respiramos dividindo nosso corpo em três partes.

Primeiro ajustamos nosso corpo, deixando nossas costas eretas e abertas.

Depois inspiramos deixando o ar percorrer inicialmente a parte superior do peito, em seguida a parte do meio e fazendo o ar chegar ao umbigo.

Expiramos também pelo nariz, fazendo o processo ao contrário. Impulsionamos nosso abdome para dentro, levando o ar do umbigo ao meio do corpo, a parte superior do peito, soltando esse ar pelas narinas de forma devagar, a fim de expulsá-lo de forma lenta, retirando as toxinas de nosso corpo e de nossa mente.

Um exercício simples para começarmos a respirar melhor em momentos de tensão, angústia e ansiedade.

Sente-se de maneira confortável, encostando as costas na cadeira.

Levante as costas, abra o peito, deixe o pescoço longe dos ombros e estes baixos e relaxados. O queixo levemente erguido e alinhado.

Braços soltos. Coloque o dorço da mão direita sob a palma da mão esquerda deixando as pontas dos polegares se tocarem suavemente. Deixe o rosto solto, sem tensão. Deixe o maxilar e os dentes relaxados.

Neste momento não precisamos sentar em posição que chamamos de lótus ou meia lótus. Basta estar sentado.

Feche os olhos. Ao inspirar, mentalmente e lentamente conte o número um , para as duas primeiras partes da respiração e dois quando chegar ao umbigo.

O número três, bem longo e lento serve para expirar. No começo, isso pode dar um pouco de aflição porque estamos acostumados apenas a respirar até a primeira parte de nosso peito.

Por isso no início faça cinco exercícios respiratórios e quando se sentir bem vá fazendo sem sentir o tempo. Essa respiração,  chamamos de respiração interna, porque nos concentramos mentalmente e fisicamente de forma concentrada e não instintivamente.

Esse exercício é o primeiro passo para iniciar alguns processos meditativos que em breve serão colocados aqui.

Santo Corpo  por Priscila Guimarães

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